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Colunas Educação O Dia na História

HISTÓRIAS DO MEU BAÚ – PARA QUE CONTEM AOS MEUS BISNETOS

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Pedro Bloch, um livro para ser lido por pais e avós: "Criança diz cada uma" - Gente de Opinião
 Pedro Bloch, um livro para ser lido por pais e avós: “Criança diz cada uma”

Cada livro meu começou do mesmo jeito: a partir de alguma observação começo a escrever. De uma conversa com “seu” Abdon nasceu o “A mulher em Rondônia”, em 2008; de uma conversa com a bibliotecária Glória Valladares nasceu o “Da Caixa Francesa à Internet, em 2009; da repetição em palestras de pequenas histórias que tenho publicado, saiu o “Cesta Página de um repórter”, em 2019. Tenho um em fase final, o “Jantar dos Senadores, que pretendo estar disponível em fevereiro do ano que vem, e tem mais dois na “ponta da agulha”, o “50 anos aprendendo Rondônia” – uma forma que entendo estar agradecendo a essa terra de oportunidades pelo muito que aqui aprendi e progredi em meio século cá vivido.

O outro é o que estou dando muita atenção, ao qual já dei o título de HISTÓRIAS DOS MEUS NETOS PARA CONTAREM A MEUS BISNETOS”, um opúsculo contando causos de meus 10 netos, seis naturais e quatro de coração, que pretendo disponibilizar entre maio e junho do ano que vem.

Letícia, hoje aos 22 anos, aos 8 ensinando e aprendendo (FotoShow) - Gente de Opinião
     Letícia, hoje aos 22 anos, aos 8 ensinando e aprendendo (FotoShow)

O livro iniciou com dois fatores, a leitura do excelente “Criança diz cada uma!” assinado por ninguém menos que o mestre Pedro Bloch, e a partir dali – eu ainda era só pai – fiquei imaginando o quanto nós, pais e mães, avôs e avós – perdemos em não prestar atenção às pérolas que cada criança nos diz. Segundo meus pais eu tinha duas palavras que muito e que eles durante mais de dois anos não entendiam e que descobriram pela gesticulação, “um duíza” e “um doidá”. Simples: Duíza era colo. Doidá era descer do colo.

E a percepção das minhas perdas só as tive quando, já quase sexagenário, tinha três netos Yan, Letícia e Yasmin dois diálogos com a Letícia, o que, me levaram à reflexão do que eu estava perdendo. Ela, aos 8 anos, ia comigo não lembro onde e já na rampa para sair da nossa área para a rua ela pediu que precisava “ir lá dentro”. Desceu, demorou uns minutos e voltou ao carro, e quando perguntei o que fora fazer, respondeu:

– Fui buscar uma bolsa. E mostrou uma bolsinha de menos de um palmo.

–  E por que a bolsa?

Ela, do alto de sua informação sobre a vida respondeu:

– Mulher sem bolsa não é mulher.

E, vendo que eu estava com uma camisa cor de rosa:

–  O senhor não sabe que rosa é cor de mulher.

Dizem – respondi – mas gosto da cor, e perguntei:

– Você tem vestido azul? e ela, “claro” aí arrematei:

– A cor não identifica se você é menina ou menino, nem homem ou mulher.

 

O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. 

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