Marco Aurélio Mello diz que Moraes não contribui para a paz social no Brasil

Ex-ministro do STF, Marco Aurélio Mello criticou a forma como os acampados em frente ao QG do Exército, em Brasília, foram presos

O ex-ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o ministro Alexandre de Moraes, integrante da mesma Corte, não contribui para a paz social no Brasil. A declaração foi dada à Rádio Bandeirantes na tarde desta quarta-feira (11).

“Ele [Alexandre de Moraes], realmente, não vem contribuindo para a paz social. Eu não vou tecer considerações maiores quanto aos atos que ele vem praticando. Olha que eu o conheço há muitos anos”, disse Marco Aurélio após pergunta sobre o protagonismo de Moraes em decisões.

Também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Moraes é alvo de críticas, sobretudo por correntes bolsonaristas, por assinar decisões em desabono ao bolsonarismo. Relator do inquérito dos atos antidemocráticos, Moraes decretou o fim dos acampamentos na frente dos quartéis-generais do Exército espalhados no Brasil e o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

“Se eu estivesse na bancada, eu não endossaria esse ato de força, que, ao meu ver, implicou um passo demasiadamente largo. Você disse muito bem que o governador foi eleito e eleito democraticamente. Que se buscasse responsabilidade. Nós não viveremos dias melhores, no Brasil, mediante a atos de força, que nós não tivemos sequer na época do regime de exceção, consideradas as manifestações”, manifestou o jurista.

Sobre os atentados extremistas contra o Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio defendeu “temperança” no trato de quem estava acampado na frente do QG do Exército em Brasília. Os manifestantes foram levados a um ginásio da Polícia Federal, onde passam por triagem.

“Nós tivemos a prisão de centenas, milhares de pessoas. Já houve audiências em si de apresentação, e os juízes implementaram, como, realmente, deveriam ser implementadas a soltura dessas pessoas. Cerca de 600 pessoas já foram presas. Vamos com calma, vamos com temperança, vamos com compreensão. Vamos, acima de tudo, com compaixão”, pontuou o ex-ministro do STF.

(Da redação com Rádio Bandeirantes)

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