◆ Papudiskina ◆ Crônica de Daniel Oliveira da Paixão ◆
Depois de uma semana de sabatinas,
continuo sendo de direita
— mas não desliguei o cérebro —
Por Daniel Oliveira da Paixão
Passei boa parte desta semana fazendo uma coisa que, para quem gosta de política, é quase tão inevitável quanto reclamar do preço do café: assistindo às sabatinas dos candidatos à Presidência da República na Globo.
Foram seis.
Romeu Zema na segunda. Ronaldo Caiado na terça. Renan Santos na quarta. Lula na quinta. Flávio Bolsonaro na sexta. E, fechando a maratona no sábado, Augusto Cury.
Depois de ouvir todos eles, cheguei a algumas conclusões. A primeira é que continuo de direita. A segunda é que isso não me obriga a concordar com tudo o que alguém de direita diz.
Parece óbvio.
Mas, nestes tempos de torcida organizada política, talvez seja necessário avisar — porque surgiu uma espécie de regra não escrita segundo a qual, se você está de um lado, precisa comprar o pacote inteiro.
Defendeu economia de mercado? Então precisa concordar com qualquer flexibilização trabalhista.
Defendeu programas sociais? Pronto, virou socialista.
Criticou Alexandre de Moraes? Bolsonarista.
Criticou Bolsonaro? Petista.
“O Brasil transformou a política numa prateleira de supermercado na qual só podemos comprar o combo completo.”
Eu me recuso.
Minha direita talvez seja um pouco esquisita. Sou favorável à meritocracia, à iniciativa privada, à economia de mercado e à responsabilidade fiscal. Mas também acredito que o Estado precisa proteger quem está na parte mais fraca da relação econômica.
Se alguém quiser chamar isso de direita social-democrática, conservadorismo social, liberalismo com consciência trabalhista ou simplesmente confusão ideológica, fique à vontade. Eu chamo de bom senso.
E foi com esse espírito que assisti às entrevistas.
Cena 01
Zema foi bem. Até falar de trabalhador.
Romeu Zema abriu a semana. Gostei de boa parte do que ouvi. Ele tem uma visão econômica coerente com aquilo que se espera de um candidato liberal: menos Estado empresário, privatizações, responsabilidade fiscal e uma administração mais voltada à eficiência.
Também gostei de sua disposição para buscar alguma forma de pacificação nacional em torno das condenações decorrentes do 8 de Janeiro. Já escrevi e continuo pensando que o Brasil precisa discutir seriamente os limites da atuação do Judiciário.
Tenho críticas profundas à maneira como o Supremo Tribunal Federal ampliou seu protagonismo político nos últimos anos, especialmente sob a condução de decisões do ministro Alexandre de Moraes. Depois vieram outros personagens, como Flávio Dino e Cristiano Zanin, e a sensação que tenho é de que aquela saudável distância que deveria existir entre Justiça e disputa política ficou cada vez mais difícil de enxergar.
É a minha leitura. Outros certamente discordarão.
Democracia serve justamente para isso.
Sobre o 8 de Janeiro, também não consigo colocar todas aquelas pessoas dentro do mesmo saco. Houve depredação? Houve. Houve gente que ultrapassou qualquer limite aceitável de manifestação? Evidentemente. Quem destruiu patrimônio público deve responder por aquilo que fez.
Mas uma coisa é responsabilizar individualmente quem depredou. Outra é transformar indistintamente uma multidão heterogênea em uma organização de golpistas profissionais e aplicar penas que, em alguns casos, provocaram um debate legítimo sobre proporcionalidade. Uma democracia suficientemente forte não precisa ter medo de discutir isso.
Zema percebeu essa ferida. Ponto para ele.
Agora chegamos ao trabalhador. Aí nossas estradas se separam.
Quando começo a ouvir expressões como “flexibilizar relações trabalhistas”, minha mão procura automaticamente o controle remoto. O trabalhador brasileiro já ganha pouco. Muito pouco. E existe uma mania em determinados círculos liberais de imaginar que o grande obstáculo ao desenvolvimento econômico brasileiro seja justamente aquele sujeito que acorda às cinco da manhã, pega ônibus, passa oito horas trabalhando e volta para casa tentando descobrir como fará o salário chegar ao fim do mês.
É fascinante. Temos burocracia, impostos, desperdício público, corrupção, baixa produtividade, infraestrutura deficiente, insegurança jurídica e uma das estruturas tributárias mais complicadas do planeta. Mas alguém sempre consegue encontrar o verdadeiro culpado: o empregado. Conveniente.
Empresário precisa lucrar. Claro que precisa — sem lucro, fecha. Mas trabalhador também precisa viver. E não apenas sobreviver.
Nesse ponto, Zema me perdeu um pouco.
Cena 02
Caiado entrou sabendo onde queria chegar
Ronaldo Caiado me agradou bastante. Experiência política às vezes virou palavrão. Não deveria. Experiência pode significar vício, claro. Mas também pode significar que o sujeito já entrou em algumas salas, enfrentou algumas crises, perdeu algumas batalhas e aprendeu que governar um país é um pouco mais complicado do que gravar vídeo para rede social.
Caiado demonstrou essa experiência. Foi firme principalmente na segurança pública, talvez seu terreno mais conhecido. Falou em cooperação internacional contra narcotráfico, tráfico de armas e lavagem de dinheiro e apresentou a ideia da chamada Sulpol, uma estrutura de integração das forças policiais sul-americanas.
Pode funcionar? Precisaria ver detalhes. Mas existe ali uma percepção correta: organização criminosa não respeita fronteira. Polícia não pode continuar combatendo crime internacional como se cada quadrilha estivesse educadamente confinada dentro de seu município.
Caiado também falou em anistia como instrumento de pacificação. Nesse ponto estou próximo dele. Não significa dizer que ninguém cometeu crime. Nem que depredar patrimônio público virou manifestação democrática. Quem quebrou, responde.
Mas considero que algumas penas aplicadas aos envolvidos nos acontecimentos de janeiro de 2023 foram excessivas. Talvez multas pesadas, ressarcimento integral dos danos e penas proporcionais às condutas individuais produzissem muito mais Justiça — e muito menos ressentimento político — do que transformar o episódio numa espécie de guerra interminável entre vencedores e vencidos. País nenhum se pacifica mantendo metade da população convencida de que a outra metade precisa ser esmagada.
Caiado parece entender isso. E, entre todos, foi um dos que me transmitiram maior sensação de estar preparado para entrar no Palácio do Planalto sabendo que lá dentro não existe manual de instruções.
Cena 03
Renan tem juventude. E juventude também exagera.
Renan Santos chegou com ideias. Muitas. Talvez até demais. Corte gigantesco de despesas, reforma da Previdência, retirada das vinculações constitucionais de Saúde e Educação, presídios, operações contra organizações criminosas e, para completar, capacidade nuclear militar brasileira.
Calma, Renan. É uma Presidência da República, não uma partida de Civilization.
Reconheço nele inteligência, energia, capacidade de formular propostas e uma coragem pouco comum para defender aquilo em que acredita. Isso conta. Mas sua postura agressiva não me agrada. Menos ainda sua visão sobre relações econômicas e trabalhistas.
Aqui volto àquela minha aparentemente estranha condição de homem de direita que não acha trabalhador um estorvo. Defender mérito não significa abandonar proteção social. Meritocracia funciona muito bem quando as pessoas largam de pontos minimamente comparáveis.
Quando uma criança nasce com escola particular, plano de saúde, alimentação adequada, computador, internet, curso de idiomas e pais com formação universitária, enquanto outra começa a vida numa casa sem saneamento e precisa trabalhar cedo para ajudar a família, dizer simplesmente “vença pelo seu mérito” é uma bela frase. Mas é uma péssima descrição da realidade.
O papel do Estado deveria ser justamente aproximar essas linhas de largada. Depois disso, que vença o melhor.
Por isso me incomoda essa direita que parece acreditar que qualquer direito trabalhista seja comunismo disfarçado. Não é. Capitalismo sem limites também produz aberrações. E não precisamos voltar ao século XIX para descobrir isso.
Quanto à bomba atômica… confesso que existem problemas mais urgentes. Antes de apertarmos o botão nuclear imaginário, talvez possamos tapar alguns buracos da BR.
Cena 04
Então chegou Lula
Lula tem uma extraordinária habilidade política. Negar isso seria intelectualmente desonesto. Um homem que saiu de uma origem humilde, chegou à Presidência da República, saiu, voltou e continua sendo uma das figuras centrais da política brasileira depois de tantas décadas obviamente possui qualidades políticas excepcionais.
Meu problema é justamente o que ele faz com elas.
Lula apresentou mais uma vez algumas ideias socialmente sedutoras: proteção aos pobres, Estado presente, defesa de empregos, programas sociais. Tudo muito bonito. No papel.
“Programa social precisa ser ponte. Não estacionamento.”
Minha divergência começa na maneira como essa política social é concebida. Precisa ajudar alguém a atravessar um período difícil até conseguir renda, qualificação, emprego, empreendimento e independência. O objetivo máximo de um programa social deveria ser perder beneficiários porque aquelas pessoas melhoraram de vida. Quando o Estado transforma dependência em projeto permanente, alguma coisa está errada.
Dar comida a quem tem fome é obrigação civilizatória. Criar condições para que essa pessoa possa comprar sua própria comida é transformação social. São coisas diferentes.
Também continuo vendo em Lula uma visão de mundo que considero ultrapassada. Sua política externa frequentemente me parece excessivamente tolerante com regimes autoritários simplesmente porque possuem alguma identidade histórica com a esquerda.
E aqui está uma contradição que nunca consegui entender: como alguém pode defender democracia no Brasil e demonstrar tanta complacência com governos que não ofereceriam aos próprios cidadãos as mesmas liberdades democráticas que exigimos aqui?
Solidariedade aos povos pobres? Sempre. Alinhamento automático com seus governantes? Jamais. Uma coisa é defender o povo. Outra é defender quem o governa.
Na segurança pública tenho outra divergência profunda com setores do PT. Existe na esquerda brasileira uma dificuldade histórica de falar sobre autoridade sem parecer pedir desculpas pela existência da polícia. Polícia erra. Policial criminoso precisa ser preso. Abuso precisa ser punido. Mas policial não é inimigo social. O trabalhador que sai de casa vestindo uma farda para enfrentar criminosos armados merece salário, equipamento, treinamento, respeito e respaldo jurídico. Direitos humanos também são para ele.
Na sabatina, Lula ainda precisou dedicar bastante tempo a investigações envolvendo pessoas próximas. Fez o correto ao dizer que não interferiria e que eventuais irregularidades deveriam ser investigadas. Assim deve ser. Presidente não tem filho, amigo ou aliado acima da lei.
Nem Lula. Nem Bolsonaro. Nem ninguém.
Cena 05
Flávio carregou o sobrenome inteiro para a bancada
Na sexta-feira chegou Flávio Bolsonaro. E ali havia quase uma sabatina dentro da sabatina. Porque Flávio não entrou sozinho no estúdio. Entraram com ele Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Daniel Vorcaro, Banco Master, Dark Horse, Adriano da Nóbrega, STF, urnas eletrônicas e provavelmente mais algumas pessoas que não couberam no enquadramento.
Ser Bolsonaro em 2026 tem bônus e ônus. O bônus é carregar um sobrenome com milhões de eleitores fiéis. O ônus é carregar exatamente o mesmo sobrenome.
Flávio representa uma parcela expressiva da direita conservadora brasileira e, entre os candidatos, está entre aqueles cujas propostas mais se aproximam daquilo que penso em vários temas.
Gostei, por exemplo, de ouvi-lo preservar a política de valorização do salário mínimo e afastar a ideia de fazer ajuste fiscal justamente no bolso de aposentados e trabalhadores de baixa renda. Ajuste fiscal é necessário. Mas há uma curiosa tradição brasileira de descobrir responsabilidade fiscal justamente quando chega a hora de mexer no benefício do pobre. Para outras despesas, sempre aparece uma vírgula jurídica, uma excepcionalidade, um crédito extraordinário, uma emenda, uma interpretação criativa ou alguma palavra sofisticada inventada em Brasília. Quando chega ao salário mínimo, subitamente todos viram economistas ortodoxos.
Então considero positiva a posição de Flávio nesse ponto.
Ele também precisou explicar sua relação com Daniel Vorcaro e o financiamento do projeto cinematográfico Dark Horse. Deu sua versão. As investigações precisam continuar e os fatos precisam falar. É assim que deve funcionar. Nem condenação antecipada porque alguém se chama Bolsonaro, nem absolvição automática pelo mesmo motivo.
Tenho, porém, uma crítica forte à maneira como parte da imprensa brasileira passou a tratar a família Bolsonaro. A imprensa precisa investigar. Precisa incomodar. Precisa fazer pergunta desagradável. Eu seria o último jornalista do mundo a defender imprensa domesticada. Mas tenho a impressão de que, nos últimos anos, setores do nosso jornalismo atravessaram a fronteira entre fiscalização e militância. Quando isso acontece, perde todo mundo. Principalmente a imprensa — porque credibilidade demora décadas para ser construída e alguns minutos para desaparecer.
O próprio Jair Bolsonaro cometeu erros políticos graves quando presidente. Alguns totalmente desnecessários. Seu maior adversário muitas vezes era sua própria boca. Tinha dias em que a oposição nem precisava trabalhar. Bastava entregar um microfone.
Flávio parece possuir uma personalidade diferente. Mais controlada. Mais parlamentar. Talvez politicamente mais cuidadosa. Isso pode ajudá-lo.
No meu cenário particular depois das sabatinas, ele está entre os nomes que considero com maior simpatia, junto com Ronaldo Caiado.
Cena 06
E Cury fechou a semana querendo pacificar o Brasil — irritado
Augusto Cury foi a surpresa final. Não necessariamente positiva. Esperava um candidato sereno. Afinal, estamos falando de um escritor conhecido justamente por tratar de inteligência emocional, gestão das emoções, autocontrole e relações humanas. Imaginei uma sabatina quase terapêutica. Renata faria uma pergunta difícil. Cury respiraria. Tralli faria outra. Cury fecharia os olhos. Talvez alguém saísse dali perdoando o pai.
Não foi exatamente assim. Em vários momentos percebi irritação quando foi confrontado. E isso me chamou atenção porque ele próprio apresentou a moderação e a pacificação como elementos importantes de sua candidatura e já criticou Renan Santos pela agressividade.
Quem propõe serenidade precisa conseguir demonstrá-la quando alguém faz a pergunta que não gostaria de ouvir. É justamente nessa hora que a serenidade vale. Quando tudo está tranquilo, até eu sou monge tibetano.
Cury apresentou algumas propostas interessantes. Falou em inteligência artificial, robótica, empreendedorismo, redução de ministérios, revisão dos cargos comissionados, tributação mais pesada das bets, telemedicina e valorização do salário mínimo. Não são ideias desprezíveis. Algumas merecem discussão séria. Mas outras pareceram carecer de maior detalhamento.
Falar que até 80% das consultas básicas do SUS poderão ocorrer por telemedicina, por exemplo, produz uma ótima manchete. A próxima pergunta é inevitável: como?
É nessa pequena palavra que muitos programas presidenciais morrem. Como? Quem paga? Quanto custa? Quem executa? Em quanto tempo? Com qual estrutura? Política pública mora nos detalhes. Promessa mora no palanque.
No conjunto, Cury não me convenceu. Ele e Lula foram, na minha avaliação pessoal, os desempenhos mais fracos da semana. Curiosamente por motivos diferentes, mas com algo em comum: ambos me pareceram mais desconfortáveis justamente nos momentos em que foram confrontados.
Cena 07
Depois de seis candidatos, fiquei onde?
Se a eleição fosse amanhã e minha decisão dependesse exclusivamente dessas sabatinas, minha escolha estaria provavelmente entre Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro.
Caiado pela experiência, pela firmeza e principalmente pela segurança pública. Flávio pela maior proximidade ideológica em vários temas e por representar uma direita conservadora com enorme capilaridade eleitoral.
Zema ficaria logo atrás. Gosto de parte considerável de sua agenda, mas meu entusiasmo diminui quando aparecem propostas que podem fragilizar ainda mais relações trabalhistas num país em que quem vive de salário já não está exatamente nadando em prosperidade.
Renan Santos tem juventude, inteligência e ousadia. Mas ousadia demais às vezes muda de nome. Vira aventura.
Augusto Cury apresentou algumas ideias interessantes, mas não conseguiu me transmitir a serenidade e a consistência que eu esperava.
E Lula… bom. Lula continua sendo Lula. Provavelmente seus admiradores terminaram a entrevista gostando ainda mais dele. Seus adversários, menos. Essa talvez seja justamente a maior característica política do presidente: depois de tantas décadas, quase ninguém permanece indiferente a ele.
Cena 08 — Final
No final das contas…
As sabatinas foram úteis. Muito úteis. Porque campanha eleitoral tem uma característica maravilhosa: durante alguns meses, candidatos ficam acessíveis. Querem falar. Querem explicar. Querem convencer. Depois da eleição alguns desenvolvem uma extraordinária dificuldade para encontrar jornalistas, eleitores e certas promessas pronunciadas poucos meses antes.
Por isso entrevistas longas são importantes. Debates são importantes. Perguntas incômodas são importantes. E imprensa livre é indispensável — mesmo quando discordamos dela, inclusive quando considero que parte dela perdeu o equilíbrio.
Prefiro uma imprensa que eventualmente exagere a uma imprensa proibida de perguntar. Da mesma maneira, prefiro um Supremo que eu possa criticar a um tribunal que ninguém possa contestar. Prefiro uma esquerda que possa defender suas ideias. Prefiro uma direita que possa defender as suas.
“E prefiro um eleitor que consiga ouvir todas elas sem precisar entregar o cérebro junto com o título eleitoral.”
Eu sou de direita. Não escondo. Mas não assinei contrato de fidelidade intelectual com ninguém. Quando a direita estiver certa, estarei com ela. Quando estiver errada, continuarei dizendo que está errada.
Se um empresário explorar trabalhador, não vou defendê-lo apenas porque gosta de economia de mercado. Se um policial cometer crime, não vou defendê-lo porque respeito a polícia. Se um ministro do Supremo ultrapassar os limites que considero constitucionais, vou criticá-lo. Se Bolsonaro errar, errou. Se Lula acertar, acertou.
Talvez seja exatamente isso que esteja faltando à política brasileira. Menos torcida. Mais consciência. Porque presidente da República não é escolhido para ganhar batalha de aura, discussão no WhatsApp ou campeonato de lacração no X. É escolhido para governar 200 milhões de brasileiros. Inclusive aqueles que votaram no adversário.
Depois de uma semana inteira ouvindo seis candidatos, minha conclusão talvez seja menos sofisticada que qualquer programa de governo: não estou procurando um messias. Estou procurando alguém competente. Se conseguir encontrar um que, além disso, respeite trabalhador, liberdade, Constituição, economia de mercado e o dinheiro público, melhor ainda.
Também não precisamos exigir demais. Embora, pensando bem… para presidente da República, talvez devêssemos.
Sobre o cronista
Daniel Oliveira da Paixão
— Jornalista e cronista político e social, escreve a coluna Papudiskina desde a década de 90 do século passado nesta Tribuna Popular de Cacoal.

