Alerta no parque

João e Maria a brincar,
Sozinhos, longe da atenção,
Corriam sem se guardar,
Sem perceber a situação,
Só queriam se alegrar,
Sem noção da direção.
O sol brilhava no céu,
E o riso solto a correr,
Mas havia um olhar cruel,
Sem ninguém perceber,
Nem todo rosto é fiel,
Algo ruim podia acontecer.
Os pais ficaram a falar,
Crendo estar tudo em paz,
Mas tudo pode mudar,
Num instante que refaz,
Quem ama deve cuidar,
E vigiar sempre mais.
João se distanciou,
Maria ficou a chamar,
Ela esperou bastante,
Continuava a gritar,
João tinha se perdido,
Maria cansou de esperar.
O parque chama a sorrir,
Mas guarda risco também,
É fácil se distrair,
E esquecer o que convém,
Quem ama deve agir,
Protegendo sempre o bem.
Que fique o aviso no ar,
Filho é joia sem igual,
Não basta só confiar,
Num mundo tão desigual,
Amar é sempre cuidar,
E evitar todo o mal.
Maria começa a chorar,
Sem saber o que fazer,
Olha ao redor sem parar,
Com medo de se perder,
Seu coração a apertar,
Sem ninguém para socorrer.
João tenta se orientar,
Mas não sabe onde está,
Quis apenas explorar,
Sem pensar no que virá,
Agora começa a lembrar,
Do caminho pra voltar.
Logo alguém foi avisar,
E a busca então começou,
Os pais passaram a procurar,
Com o coração que apertou,
Quem ama não pode falhar,
Nem deixar de onde estou.
Por fim voltaram a se encontrar,
Num abraço cheio de emoção,
Ficou a lição no ar,
Gravada no coração,
Filhos não são para soltar,
Mas guardar com atenção.
Moiseis Oliveira da Paixão












