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Poesia: Quatro gigantes, um sonho interrompido

2 minutos de leitura

Quatro gigantes, um sonho interrompido

No palco da bola e da paixão,
Quatro escudos em vibração.
Do verde ao tricolor sonhador,
Lutaram com fé, coragem e amor.
Mas o grito preso no coração,
Ecoa a dor da eliminação.

O Flamengo entrou com calor,
Com raça, garra e muito ardor.
Mas o sonho ruiu na travessia,
Faltou um gol, sobrou agonia.
Do Maraca à saudade que cala,
Ficou a chama que ainda não se apaga.

O Palmeiras foi forte e valente,
Com alma nobre e coração presente.
Mas na batalha o tempo foi cruel,
A taça escapou, distante do Palestra fiel.
Volta o Verdão com honra e verdade,
Sabendo que há luta mesmo na saudade.

O Fluminense trouxe arte e beleza,
Toques sutis, sua maior riqueza.
No estrangeiro brotou luz e ousadia,
Mas o mundo impôs dura melodia.
O sonho ficou nas linhas da história,
Com esperança de um dia ter glória.

O Botafogo, com brilho no olhar,
Foi longe, ousou, tentou brilhar.
A Estrela Solitária foi valente,
Mas ficou pelo caminho, tristemente.
Renato Paiva, teve aplausos e muita fé,
Pois lutar já é parte do que ele é.

Quatro caminhos, um só querer,
Mas o destino não quis ver vencer.
A taça ficou pra outro lugar,
E o Brasil seguiu a lamentar.
Mas segue firme a paixão sem fim,
Pois cair faz parte do jogo, enfim.

A taça brilhante, não será nossa,
O sonho esbarrou na linha grossa.
Fica a lição, a dor e o clamor,
Pra voltar mais forte com mais fervor.
O povo chora, mas também resiste,
O futebol brasileiro persiste.

Em cada derrota, há construção,
Na queda também mora a evolução.
Esses quatro, com alma e raiz,
Levaram esperança do nosso país.
E o Mundial, mesmo sem final feliz,
Daqui uns anos vamos pedir biz.

Moiseis Oliveira da Paixão

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