
Com um superávit de US$ 560,6 milhões, Rondônia exportou no acumulado de janeiro a junho US$ 2,1 bilhões e importou US$ 1,5 bilhão, segundo dados da balança comercial do Observatório da Indústria de Rondônia, instrumento de inteligência da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO). Superando o desempenho do mesmo período de 2025, quando o estado exportou US$ 1,76 bilhão e importou US$ 871,4 milhões, o volume e a movimentação das transações comerciais cresceram de forma muito mais intensa em 2026, embora o saldo positivo do ano anterior tenha sido nominalmente maior, atingindo US$ 890,6 milhões.
A pauta exportadora permanece altamente concentrada em dois produtos: carne e a soja. No acumulado do primeiro semestre, a soja atinge US$ 1 bilhão (50%) e a carne soma US$ 873,2 milhões (42,3%), totalizando 91,3% dos embarques. Isso mostra que o comércio exterior rondoniense continua muito dependente de duas cadeias principais.
Em junho de 2026 esses dois produtos, responderam, sozinhos, por 88,9% de tudo o que o estado vendeu ao exterior, registrando faturamento de US$ 165,1 milhões (carne) e US$ 129,3 milhões (soja), respectivamente. Neste mesmo mês, Rondônia registrou US$ 331,9 milhões em exportações, US$ 266,6 milhões em importações e superávit de US$ 65,4 milhões. O estado segue com a balança comercial superavitária, o que confirma a competitividade externa de Rondônia, especialmente no agronegócio e nas proteínas animais.
Nas importações de junho, os destaques foram laminados de ferro ou aço (US$ 35,3 milhões), adubos (US$ 29,4 milhões), leite e laticínios (US$ 19,2 milhões), aeronaves e outros equipamentos (US$ 12,6 milhões) e legumes, raízes e tubérculos (US$ 8 milhões). No acumulado do ano, as compras externas totalizaram foram lideradas por adubos (US$ 249,4 milhões), leite e laticínios (US$ 147,1 milhão), produtos laminados de ferro ou aço (US$ 144,8 milhões), pneus de borracha (US$ 46,5 milhões) e geradores elétricos (US$ 46,1 milhões).
De acordo com a análise do Observatório da Indústria, no mês de junho, o estado foi o 15º maior exportador do Brasil, permanecendo com um resultado expressivo diante do tamanho econômico da região. A China segue com sua liderança tanto como destino quanto como origem de mercadorias, absorvendo 22% das exportações de junho e respondendo por 35,8% das importações. No acumulado do primeiro semestre, o mercado chinês respondeu por 27,3% das vendas externas e por expressivos 44,6% do fornecimento de produtos ao estado.
Outros parceiros comerciais de destaque nas exportações do mês foram o México (18,5%), a Turquia (12,6%), os Estados Unidos (6,8%) e a Itália (4,8%). Do lado das importações mensais, a novidade é o Vietnã que apareceu na terceira colocação com 8,2% de participação (US$ 21,9 milhões), impulsionado pela compra de pneus de borracha, seguido pela Argentina (12,3%), Estados Unidos (7,6%) e Venezuela (6,9%).
O diagnóstico do relatório aponta que apesar da dependência das duas principais commodities e de insumos estrangeiros, há um espaço importante para fortalecer setores de maior valor agregado, como o café (que somou US$ 12,6 milhões em junho e US$ 28 milhões no semestre), a madeira beneficiada e proteínas processadas, utilizando a base comercial já estabelecida com mercados como México, Turquia e Estados Unidos para avançar na diversificação comercial.
(Andrea Machado Minuto – Imprensa/FIERO)














