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A 2ª CONSTITUINTE ESTADUAL (III) - 2ª Constituinte, a capital distante do Madeira

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Aos poucos o que se pensava ser apenas mais um dos muitos boatos que brotam de gabinetes políticos, começou a tomar corpo dentro da Assembleia estadual – que funcionava em dois turnos, um só constituinte e o outro legislativo: “Tem um deputado de Ji-Paraná que quer levar a capital para lá”, diziam uns, e outros“. A ideia saiu de dentro do gabinete do governador Jerônimo Santana”, mais uns citavam uma frase muito conhecida à época: “A capital, em Porto Velho, está de costas para o Estado”.
Isso fortaleceu o discurso de lideranças da BR que há tempos criticavam a capital ser em Porto Velho, onde, conforme, inclusive, candidatos a governador da região centro-sul costumavam dizer que “Porto Velho é a capital do contracheque” ou “Lá não se trabalha”, o que depois se transformou em outra proposta a de dividir Rondônia em dois estados, um de Guajará-Mirim a Presidente Médici e o proposto, dali até Vilhena.
Dos 24 eleitos em 1986, e que teriam de aprovar a nova Constituição estadual, 18 eram de municípios da BR, de Ariquemes a Vilhena e os suplentes também. Dos seis restantes, um era de Guajará-Mirim e os cinco eleitos por Porto Velho. Com mais de 2 terços eleitos pela faixa eu propunha a mudança, poucos acreditavam que o projeto que levaria a capital do Estado, desde 1943, da beira do Rio Madeira para a rodovia – prevendo-se construir a capital na área do município de Ji-Paraná, base eleitoral do deputado Edison Fidelis, autor da proposta.
Deputados e candidatos a tais, todos de olhos na eleição de 1990, mobilizaram a opinião pública da capital, reunindo donas-de-casa, pequenos e grandes empresários, superlotando os corredores do minúsculo auditório da Assembleia Legislativa, pessoas que em maioria nunca tinham ido à sede do Poder.
Colocada em votação, a proposta mudancista foi rejeitada por 19 votos a 5.

A Assembleia Legislativa rondoniense ficou superlotada na discussão sobre a interiorização da capital

 

Professora Marise Castiel liderou grupo de moradores para pressionar os deputados a não aprovar a mudança da capital

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