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Hildon Chaves denuncia que Rondônia deixou R$ 39 milhões da União parados sem uso na segurança pública

3 minutos de leitura

Auditoria do Tribunal de Contas do Estado mostra que Estado tinha repasses estáveis de R$ 46 milhões em 2025 e só executou R$ 6,1 milhões, enquanto o governo estadual anunciava “avanços” na área

O candidato ao governo de Rondônia Hildon Chaves (Federação União Progressista) faz uma denúncia grave: o Estado deixou de utilizar mais de R$ 39 milhões em recursos federais destinados à segurança pública somente em 2025, dinheiro que a União já havia repassado e que a gestão estadual não converteu em policiamento, equipamento ou proteção à população.

O alerta tem como base uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), reunida no Guia Consolidado: Os Desafios dos Próximos 4 Anos, produzido em parceria com o Ministério Público de Contas (MPC-RO), documento técnico, sem qualquer vínculo com partidos ou candidaturas.

 

MAIS DINHEIRO, MENOS EXECUÇÃO – Segundo o levantamento, os repasses da União para a segurança pública de Rondônia, feitos pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), cresceram 33% entre 2022 e 2025, de R$ 34,5 milhões para R$ 46,0 milhões. A capacidade do Estado de aplicar esse dinheiro, no entanto, andou no sentido inverso: a execução orçamentária caiu de 93,2% em 2022 para 73,0% em 2023, 52,9% em 2024 e apenas 13,2% em 2025.

Em valores absolutos, Rondônia executou R$ 32,2 milhões em 2022 e apenas R$ 6,1 milhões em 2025, mesmo com repasses estáveis, em torno de R$ 46 milhões.

“Isso significa que, de cada R$ 100 disponíveis, apenas R$ 13 viraram policiamento, equipamento ou proteção real no ano passado. Os outros R$ 87 ficaram parados, no mesmo ano em que a violência crescia no estado”, menciona Hildon Chaves

Para Chaves, promotor de Justiça e duas vezes prefeito de Porto Velho, o episódio ilustra o diagnóstico que ele tem levado ao conhecimento das pessoas em suas andanças por todo estado.

“Rondônia não tem um problema de recursos, tem um problema de gestão. Um estado rico como o nosso não pode devolver dinheiro destinado a proteger a vida das pessoas. A União mandou o recurso, e o governo do estado simplesmente não usou. Isso é policiamento que não aconteceu, viatura que não foi comprada, vítima que não foi atendida”, diz o candidato.

 

O QUE OS OUTROS ESTADOS FIZERAM?

No Pará, o governo saltou da 25ª posição para figurar entre os seis estados que mais executam os recursos do FNSP no país. Por lá, a verba de, aproximadamente, R$ 25 milhões, foi utilizada para comprar 2.800 armas de eletrochoque (tasers), dez veículos blindados para o combate ao crime organizado, e equipamentos de perícia e tecnologia para a Polícia Científica, entre eles um scanner a laser 3D.

No Mato Grosso do Sul, os recursos de mais de R$ 176 milhões foram utilizados pelo governo para comprar 624 pistolas, 522 novas viaturas policiais, além da distribuição de quase mil coletes balísticos para as forças de segurança.

 

O QUE HILDON IRÁ FAZER – O Plano de Governo 2027-2030 apresentado por Chaves e registrado na Justiça Eleitoral já prevê a resposta a esse problema específico. Entre as ações listadas para os 100 primeiros dias de mandato está “destravar a execução dos recursos da segurança pública”.

“No meu governo, o rondoniense vai ver os policiais na rua, combatendo a criminalidade, com viatura nova, equipamento em dia e delegacia funcionando, porque cada real que a União mandar para cuidar da nossa gente vai virar proteção, não silêncio”, enfatiza Hildon Chaves.

Texto e foto: Assessoria

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