Cacoal/RO, 26 de maio de 2024 – 19:48
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26 de maio de 2024 – 19:48

ASSIS CANUTO – 80 ANOS! HISTÓRIA VIVA CONSTRUINDO RONDÔNIA

 
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Se tem alguém, entre os vivos, a quem Rondônia deve muito ou, melhor ainda, quase tudo, essa pessoa tem o nome e o sobrenome de Assis Canuto. Mas nem parece. Nem para o Estado e o Governo que não o festejam, por mérito próprio como merece, nem para ele mesmo, que até hoje se comporta com discrição e conserva, ainda, o jeito simples e até acaboclado de ser. Retrato, bem preservado, do bom goiano do interior. De Itumbiara, onde nasceu em 1941.

Os políticos, sempre tão generosos na distribuição de distinções, – títulos, medalhas, diplomas e nomes em bens públicos – precisa olhar com mais a atenção para quem, de fato, merece ser relembrado nos currículos escolares e nos registros dos historiadores. No caso de Rondônia e até do país, sem dúvida alguma, Assis Canuto é um deles.

Canuto, é o último dos seis pilares vivo, sobre os quais se sustenta a moderna história de Rondônia e o próprio estado, a partir da execução do processo de colonização e reforma agrária que se levou a cabo aqui, de forma pacífica na década de 70, como em nenhum outro lugar do Brasil, em tempo algum. 

Na minha modesta visão, estes seis pilares sobre os quais se ergueu e se mantém o Estado de Rondônia, são pela ordem temporal: João Baptista Figueiredo, o último presidente do regime militar; Mário Andreazza, Ministro do Interior do governo Figueiredo; Coronel Humberto Guedes, governador do Território Federal de Rondônia; Capitão Sílvio de Farias; Assis Canuto; e Coronel Jorge Teixeira de Oliveira, último governador do Território e o primeiro do Estado de Rondônia.

Foi sob o governo Figueiredo e a gestão do ministro Andreazza, a quem Rondônia era vinculado, que se deu o sinal verde para o governador Guedes e os coordenadores do Incra em Rondônia, Capitão Sílvio de Farias e Assis Canuto deflagrarem as ações de ocupar e ‘integrar para não entregar’ a Amazônia Ocidental onde se encontrava o Território Federal de Rondônia, criado lá atrás por Getúlio Vargas.

É aí que entra o jovem engenheiro agrônomo Assis Canuto, com 28 anos, para começar a escrever um dos currículos mais bem-sucedido e importante da moderna história de Rondônia, da Amazônia e do Brasil.

Desembarcou em Porto Velho em 1970 contratado pelo Instituto Brasileiro de Reforma Agrária-IBRA, já como o primeiro executor do 1º Projeto Integrado de Colonização (PIC) Ouro Preto, então um pequeno povoado à margem da BR-364.

Naquela ocasião, ocorreu o encontro com o Capital Sílvio, então coordenador do órgão no Território Federal de Rondônia. Os dois, com o apoio da direção Nacional do IBRA, que depois virou Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA, do Ministério do Interior, dos governadores de Território e da Presidência da República, se encarregaram de construir a base que originou o Estado de Rondônia que hoje conhecemos.  

O objetivo desta saga era bem definido: implantar mais uma estrela no céu azul da bandeira nacional. O que, efetivamente ocorreu em 1982.

Com esta primeira missão concluída, Canuto partiu para outras frentes para ajudar consolidar o feito. Foi deputado federal constituinte em 1988. Voltou à Câmara Federal em mais três ocasiões.

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Mas ele queria mesmo era botar a mão na massa aqui mesmo, dentro de Rondônia. Assim, foi duas vezes, prefeito de sua querida Ji-Paraná. Queria mais e virou Secretário de Agricultura do novo estado, Chefe de Casa Civil e até vice-governador. Por aí, se ver a inquietude e a determinação de fazer mais e mais pela terra que adotou como sua. E uma observação: nunca se ouviu falar de qualquer ato indecoroso deste ilustre cidadão. Coisa rara hoje em dia.

Canuto, sempre ancorado e estimulado pela sua Lenita Borges Simões Canuto, conterrânea de Itumbiara, com quem casou em 1971, gerou dois filhos Assis Canuto Junior, 47 anos, Larissa Araguacy Borges Canuto, 45 anos e quatro netos: Arthur Fernando Canuto, 15 anos, Apolo Fernando Canuto, 13 anos, Beatriz Canuto Turbay,18 anos, e Carolina Canuto Turbay, 15 anos. Família honrada.

Pois é, este mesmo cidadão certamente pode passar por você, em qualquer lugar, sem que saibas quem é. E ele não dá pista nenhuma. É mais fácil vê-lo, numa dessas festas de rodeio que se realizam em todo o estado, entre os tropeiros ouvindo ou contando estórias, que entre autoridades. Ou se pabulando de ter sido isto ou aquilo. De ter feito isto ou aquilo.

Mas é um gigante entre os seis pilares da construção que sustentam o Estado de Rondônia. Personagem da história, que as futuras gerações hão de fazer justiça. Tanto ele quanto o general João Baptista Figueiredo não receberam ainda, o real e merecido reconhecimento das autoridades e do povo rondoniense. Eles não têm escola, praça, rua ou avenida com seus nomes. Nem municípios, distritos ou povoados.

Mas foram eles que nos deram a estrela azul na bandeira da União. Nos deram todos os povoados, vilas e cidades que nos enchem os olhos. Nos deram o Estado de Rondônia que exaltamos. Nos deram o orgulho de sermos rondonienses.

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E Assis Canuto é o último destes grandes, dos pais de Rondônia, a continuar pisando este solo que ‘integramos para não entregar’.

Neste dia 21 de abril, Dia do Tiradentes, Assis Canuto faz 80 anos. É, portanto e também, o Dia de Assis Canuto.

Parabéns Canuto! Feliz aniversário!

O teu panteão está no coração dos teus amigos e dos que te conhecem. Teu galardão está e sempre estará no coração de cada rondoniense que souber de ti.

Longa vida!!!      

Autor: Osmar Silva – Fonte: noticiastudoaqui.com

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