Rondônia, 20 de julho de 2024 – 20:24
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20 de julho de 2024 – 20:24

Coluna Boca Maldita – A POLÊMICA VACINAÇÃO DE CRIANÇAS

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boca maldita

CAMPANHA DE VACINA

A campanha de vacinação contra a Covid-19 precisa ser intensificada por todas as pessoas que defendem a vida e a saúde da população. As pessoas que fazem campanha contra a vacina estão, na verdade, contra a vida. Desde que começou a campanha de vacinação, no primeiro semestre de 2021, o número de mortes foi reduzido a quase zero no Brasil e no estado de Rondônia. O problema é que muitas pessoas não aceitaram a vacina e são justamente essas pessoas que representam hoje os casos mais graves de pacientes com a Covid-19 em todos os hospitais do Brasil. Os números divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que 07 de cada 10 mortes são de pessoas que não tomaram vacina. Esses números mostram claramente a necessidade de vacinação.

A POLÊMICA VACINAÇÃO DE CRIANÇAS

No caso específico da vacinação de crianças, o estado de Rondônia está entre os mais atrasados do Brasil. E esse problema tem explicação lógica, porque em Rondônia existem diversas autoridades fazendo campanha contra a vacinação de crianças. Pouco tempo atrás, o prefeito de Cacoal declarou em uma entrevista que seus filhos não serão vacinados. Segundo o prefeito, a campanha de vacinação de crianças é apenas para atender interesses comerciais das empresas fornecedoras de vacinas. Esse argumento não possui nenhum fundamento e serve apenas para diminuir a adesão das famílias à campanha de vacinação. Lamentável que as crianças de Cacoal e Rondônia sofram com esse tipo de postura das autoridades. As famílias precisam buscar orientações de instituições e autoridades competentes para tirar dúvidas sobre a vacinação de crianças. Uma boa dica é visitar o portal do Ministério da Educação e da ANVISA, órgãos oficiais que estão diretamente envolvidos na atividade de imunização. Deixar de vacinar os filhos com base em informações que circulam nas redes sociais definitivamente não é o caminho mais seguro para proteger os filhos.

VOLTA ÀS AULAS

Aliás, falando em campanha de vacinação, o caminho mais coerente seria acelerar a vacinação de crianças e adolescentes agora no início de ano. Isso é necessário porque esta semana aconteceu a volta às aulas na rede pública estadual. Milhares de estudantes deixarão suas casas durante a semana, para frequentar a escola. Assim, eles terão contato com professores, servidores técnicos das escolas e os colegas de sala. Após a aula, esses estudantes voltam para casa e encontram seus familiares. O problema é que muitos desses familiares podem possuir comorbidades e o risco de infecção é indiscutível. Vacinar crianças, jovens e adultos é o caminho mais seguro para garantir maior proteção às famílias. Recentemente Cacoal registou centenas de casos positivos da doença no município, situação que exige de toda a população o máximo de cautela e a adoção de todas as medidas de proteção que forem possíveis. Aliás, Cacoal está entre os municípios com altos números de diagnósticos positivos de covid-19 neste início de ano.

TRANSPORTE  ESCOLAR

O ano letivo de 2022 ainda não começou nas escolas da zona rural de Cacoal. Esta semana, em diversas redes sociais, aconteceram muitas críticas contra o prefeito Adailton Fúria e seu secretário de educação Gildeon Alves da Cruz. Entre as principais críticas citadas por diversos segmentos da população, está a falta de transporte para os estudantes que residem e estudam nas escolas rurais do município. Até este momento, o secretário não anunciou publicamente quando acontecerá o início do ano letivo, embora tenha havido uma solenidade no começo da semana cujo objetivo era divulgar justamente o período de início das atividades. Nos bastidores, comenta-se que até o momento não foi realizada a licitação para a contratação de transporte escolar. Algumas informações não oficiais indicam que as aulas na zona rural devem começar no dia 14 de fevereiro, mas é muito difícil afirmar que este prazo será cumprido, porque a frota de veículos da prefeitura é insuficiente e uma licitação para contratar empresas privadas não acontece em tempo tão curto como pode parecer para as pessoas que desejam ver seus filhos na escola. Quando exerceu o mandato de vereador, o atual prefeito Adailton Fúria, fazia duras críticas contra o executivo pela falta de eficiência do transporte escolar na cidade.

PLANO DE GOVERNO

Em debate realizado no período de campanha eleitoral, o atual prefeito, Adailton Fúria, declarou que não precisava de plano de governo para administrar Cacoal, porque todos os seus projetos estavam dentro da cabeça e seriam executados com muita qualidade e eficiência, como nunca aconteceu na história do município. Tudo indica, porém, que nosso prefeito precisa dar uma olhada no plano de governo que apresentou à Justiça Eleitoral, quando era candidato, para relembrar as ideias que defendia naquele tempo. Para citar dois exemplos, o plano de governo de Adailton Fúria previa a eleição de diretores de escolas e melhorar o transporte escolar, exigindo ônibus novos e adequados para transportar os estudantes. Importante lembrar que a Administração Municipal não possui nenhuma dificuldade para aprovar qualquer projeto na Câmara de Cacoal, porque quase todos os projetos de autoria do Poder Executivo, encaminhados em 2021, foram aprovados por unanimidade. Nos raros casos em que o prefeito obteve vitória apertada nas votações, seus projetos foram aprovados por 10 votos contra 01, ou por 09 votos contra 02, mostrando que qualquer matéria em defesa da educação será facilmente aprovada pelo legislativo.

NOVO ENDEREÇO

Na semana passada, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho de Cacoal (SEMAST) reinaugurou a nova sede da pasta. A SEMAST funciona, a partir de agora, na sede antiga, localizada na avenida Guaporé, nas proximidades do Ministério Público. O prédio que receberá as novas instalações do atendimento social em Cacoal passou por uma reforma demorada, que iniciou ainda na administração da ex-prefeita Glaucione Rodrigues e cuja conclusão aconteceu somente agora. Além da SEMAST, diversas outras secretarias municipais funcionam em prédio alugados, o que significa o gasto de altos valores para os cofres municipais. Um desses casos é da Secretaria Municipal de Saúde que passou a atender na avenida Dois de Junho, perto da igreja matriz. Esse problema é antigo na Capital do Café e nenhuma solução a curto ou médio prazo foi apresentada pelos gestores. Ainda no período em que o município era administrado pelo ex-prefeito Franco Vialeto, vários vereadores que passaram pelo legislativo cacoalense criticam os valores anuais gastos com aluguel. Vale lembrar que o município cedeu para a Defensoria Pública de Rondônia o prédio que fica na avenida Cuiabá, onde funcionava o Tribunal de Contas de Rondônia. Naquele local poderia ser a sede de uma secretaria municipal, já que estado possui muito mais condições de investir em aluguel de imóveis.

PESSOAS CARENTES

Agora, que já possui um local amplo e com boas acomodações para atender a população, a SEMAST deveria fazer um novo levantamento na cidade para atualizar o recadastramento de famílias carentes em Cacoal, porque em todos os bairros localizados fora da região central da cidade existem muitas famílias que necessitam de apoio do poder público, mas nem sempre são localizadas com facilidade nos locais onde residem. Em frente as agências bancárias e empresas do centro da cidade, cresce a cada dia o número de pessoas que pedem ajuda. Em uma sessão ordinária da Câmara de Cacoal, ocorrida em 2021, o vereador Luís Fritz chegou a afirmar com muita convicção que havia feito uma pesquisa no município e constatou que em Cacoal não existem pessoas pobres ou carentes. Ninguém sabe de onde ele tirou os dados que o convenceram de tal fato, mas qualquer pessoa que circula pelas ruas de Cacoal percebe que a pesquisa do vereador carece de veracidade, visto que a realidade é muito diferente.

VÍTIMAS DA ENCHENTE

O município de Cacoal começou a apresentar as primeiras vítimas de enchentes dos rios que cortam a Capital do Café. Esta semana, dezenas de famílias que residem no bairro Santo Antônio precisaram ser abrigadas em locais improvisados em escolas e barracas de campanha. Como é de conhecimento de toda a população de Cacoal, as enchentes dos rios do município provocam muitos transtornos e centenas de famílias ficam desabrigadas. Além disso, diversas empresas da cidade sofrem as consequências das cheias. No caso das famílias desabrigadas, muitas delas podem fazer parte da lista de famílias contempladas com as casas populares que estão em construção no Vale Verde. O problema é que não se sabe quando será a entrega das casas e muito menos quando será a conclusão da obra. Outra parte do problema será resolvido quando forem construídas as pontes dos rios Pirarara prometidas para este ano. Aliás, pouco tempo atrás, aconteceu uma solenidade de luxo na Câmara de Cacoal para lançamento das obras de tais pontes, mas ficou nisso. Não há nenhuma informação sobre quando as obras terão início.

FEDERAÇÕES PARTIDÁRIAS

Esta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as Federações Partidárias serão permitidas nas eleições de outubro. Por 10 votos contra um, o STF autorizou os partidos a formarem blocos partidários e disputar as eleições. Diferente do que acontecia com as coligações, as federações são obrigadas a permanecerem por quatro anos. Isto significa que, caso haja alguma federação este ano, a aliança entre os partidos deve permanecer até o ano de 2026. Assim, as federações podem ter influência muito grande nas eleições municipais de 2024. O único ministro do STF a votar contrário às federações foi Cássio Nunes Marques. Os partidos que tiverem interesse nas alianças têm até 31 de maio para oficializar as federações.

DESEJO DE MASSIFICAÇÃO

Aqueles que apoiam o presidente Jair Bolsonaro estão indignados com os institutos de pesquisas. Dizem que querem enfiar goela abaixo ao eleitor desprovido de maior conhecimento, os resultados da pesquisas que sempre apontam Lula disparadamente na frente. Na última pesquisa que está sendo divulgada pela imprensa, principalmente a imprensa grande, aquela imprensa que não quer a reeleição de Bolsonaro porque perdeu grande parte das benesses da mídia paga, Bolsonaro perde em todos os quesitos e até o João Dória, governador de São Paulo, que conta com 3%, dá de lavada no segundo turno, no presidente que vai disputar a reeleição. Para os apoiadores de Bolsonaro, a meta da mídia é intensificar a divulgação das pesquisas para fazer o eleitor acreditar que os resultados são a verdade e aproveitar aquela ideia de que uma grande parte do eleitorado, vota conforme as pesquisas. O Ipespe que realizou essa pesquisa, entrevistou 1.000 pessoas. Nosso país que tem uma população que passa de 212 milhões (2020) e quase 150 milhões de eleitores, pode ser representado por uma pesquisa com 1.000 entrevistados, sem saber de onde, perguntam?

 

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