Coluna ESPAÇO ABERTO – Estreia sem brilho, sem alma e com muitas Preocupações

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

SEM NOVIDADE
A estreia da Seleção Brasileira deixou uma sensação difícil de ignorar: foi exatamente o que muita gente já esperava.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

SEM BRILHO
Sem brilho, sem intensidade e sem qualquer sinal de que estamos diante de uma equipe pronta para encantar o mundo.

APATIA
Talvez a maior decepção nem seja o resultado em si. O problema foi a forma como o Brasil jogou.

APATIA 2
Durante boa parte da partida, a seleção pareceu sonolenta. Faltou velocidade, faltou criatividade, faltou imposição.

ADVERSÁRIO FOCADO
Em vários momentos, a impressão era de que o adversário tinha mais clareza sobre o que fazer com a bola do que a própria equipe brasileira.

PESSOAL
Se não fosse uma jogada isolada de Vinícius Júnior — mais uma vez dependendo da genialidade individual para resolver problemas coletivos — dificilmente haveria algo positivo para destacar.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

CRIAÇÃO
E esse talvez seja o retrato mais fiel da atual seleção: um conjunto que vive à espera de que alguém invente alguma coisa.

CANSADO
No meio-campo, Casemiro simbolizou boa parte das dificuldades da equipe. Lento, sem arrancada e distante daquele jogador dominante que durante anos foi referência mundial na posição.

SEM RUMO
O Brasil teve enorme dificuldade para acelerar o jogo e conectar defesa e ataque.

“BALÃO”
Atrás, outro problema ficou evidente. Alisson, em diversos momentos, precisou recorrer aos famosos “balões” para frente.

CRIATIVIDADE ZERO
Não por opção tática, mas por absoluta falta de alternativas. Faltava alguém para receber, organizar e colocar a bola no chão.

OPOSTO
Enquanto isso, seleções consideradas menores demonstram exatamente o contrário.

OPOSTO 2
Marrocos, por exemplo, mostrou organização, troca de passes e saída qualificada desde o campo defensivo.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

ALERTA
A defesa também preocupa. O gol sofrido escancarou algo que já vinha sendo observado.

ALERTA 2
A falta velocidade de recomposição, falta segurança e falta agressividade para neutralizar jogadas perigosas.

ALERTA 3
Contra adversários mais fortes, erros assim costumam custar caro. É só assistir Espanha, França e até Portugal, para saber do que estou falando.

VISÃO
E aí surge outro questionamento inevitável: o técnico parece enxergar um futebol diferente daquele que praticamente toda a imprensa especializada, ex-jogadores e profissionais da área enxergam.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

PRIMEIRO A ENTRAR
Endrick, por exemplo, era uma substituição quase óbvia. O jogo pedia velocidade, profundidade e agressividade ofensiva.

VELOCISTA
Pedia justamente as características do jovem atacante. Mas a mudança não aconteceu quando deveria acontecer.

MORNA
Mais uma vez, a seleção pareceu presa a um roteiro conservador e previsível. Até entrosamento para não haver.

CONSOLO
Talvez o único consolo seja saber que, no atual formato da competição, é muito difícil o Brasil ficar fora da próxima fase. A classificação parece estar ao alcance.

OUTRAS FASES
Mas a preocupação verdadeira não está na fase de grupos. A preocupação está no que vem depois.

FATO
Porque uma coisa é enfrentar seleções de nível intermediário. Outra completamente diferente é cruzar o caminho de potências como Argentina ou Inglaterra, possibilidades bastante reais caso o Brasil avance em primeiro lugar.

DÚVIDA
E a pergunta que fica é simples: jogando esse futebol, o que esperar quando o nível de exigência aumentar?

FRUSTRAÇÃO
O mundo esperava uma estreia de gala. Esperava uma seleção protagonista. Esperava um Brasil capaz de impor respeito desde o primeiro minuto.

INDIVIDUALIDADE
O que viu foi uma equipe burocrática, lenta e excessivamente dependente de lampejos individuais.

PRAZO
Ainda há tempo para corrigir. Mas a Copa do Mundo costuma ser impiedosa com quem demora para acordar.

FRASE
O Brasil não decepcionou porque jogou mal. Decepcionou porque jogou exatamente como se imaginava.

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