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Rondônia

Governo adota medidas sobre Coronavírus e aulas são suspensas

5 minutos de leitura

Depois de determinar a suspensão das aulas em todo estado de
Rondônia, o governador Marcos Rocha vai expedir até quarta-feira (18) um
novo decreto, que por exigência planetária vai restringir ainda mais as
ações de uma série de atividades sociais e das pessoas, para manter o
controle sobre a disseminação do Covid-19, doença causada pelo novo
coronavírus.

O anúncio dessas medidas foi feito nesta segunda-feira (16), em Porto Velho, pelo secretário de estadual da Saúde (Sesau), Fernando Máximo, durante entrevista coletiva, em que preferiu não adiantar as novas medidas restritivas que, segundo ele, serão anunciadas pelo governador quando serão detalhados os termos do novo decreto e período de sua vigência.

AULAS SUSPENSAS EM TODO ESTADO

Da coletiva também participou o secretário estadual da Educação (Seduc), Suamy Vivecananda, que fez o anúncio oficial da suspensão das aulas em todo Estado por 15 dias já a partir de amanhã (17), podendo ser prorrogado por mais 15 dias, assim como a decisão de fechar (proibir) o trânsito de servidores da educação pelas escolas da Capital e interior, para evitar qualquer possibilidade de disseminação do vírus. Ele explicou que a decisão do Governo de Rondônia atinge todo o sistema (único) de educação sob domínio do estado de Rondônia, que inclui as instituições estaduais, municipais, federais e privadas.

Segundo ele, as aulas em todas as instituições de ensino estarão
suspensas a partir de amanhã, por 15 dias, e se necessários for, este
período pode ser prorrogado para evitar riscos e resguardar a saúde dos
estudantes e da população. Ele explicou, contudo, que o Governo não vê
risco de prejuízo do ano letivo, as aulas podem avançar no período das
férias escolares. “O ano letivo de 200 dias será mantido”, disse
observando que não há qualquer previsão para redução da carga horária.

ORIENTAÇÕES BÁSICAS

Pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), o coordenador
do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs),
Cid Orleans, que também participou da coletiva, acompanhando o
secretário da Saúde, falou da importância das pessoas adotarem os
cuidados essenciais, como o uso de máscaras, especialmente quando
apresentarem qualquer sintoma (gripe ou resfriado, febre) que possa ter
relação com a infecção pelo coronavírus, além de outras medidas não
menos importantes como lavar as mãos e fazer uso de álcool gel para
desinfecção das mãos e de aparelhos de manuseio contínuo.

Ao justificar a necessidade da adoção dessas medidas, o coordenador
do Cievs destacou que elas são no momento a principal arma (medida)
contra a disseminação do coronavírus, e que podem salvar vidas.
Explicando essa orientação ele disse que práticas como apertos de mãos,
beijos e abraços de cumprimentos, manuseio de celular e gestos como
coçar o nariz ou levar a mão à boca podem ser determinantes para a
infecção, daí a importância da limpeza contínua, orientações que também
foram recomendadas pelo secretário Fernando Máximo.

VACINA PROMISSORA

O titular da Sesau foi didático em todas as suas orientações,
chamando a atenção para esses cuidados básicos. Segundo ele, não há
previsão definitiva, mas cientistas de Israel estão avançados nos
estudos sobre o coronavírus e devem anunciar nas próximas semanas uma
vacina para prevenção do Covid-19. Mas ele fez ver que a ciência tem seu
tempo, e que entre a descoberta, os testes e a vacina ser produzida em
escala adequada para atender a demanda mundial, requer por tempo. “Por
isso a população deve fazer a sua parte e se proteger adotando as
orientações dos serviços de saúde”, disse.

De qualquer forma, Fernando Máximo disse que o Governo de Rondônia
tem uma estratégia montada para o enfrentamento do coronavírus caso ele
desembarque na Terra de Rondon. Segundo ele, a estrutura da saúde
rondoniense conta atualmente com 261 leitos de Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) pública e contratada, além de outros 90 leitos, também
de UTI, que mesmo sem contrato, podem ser requisitados pelo Estado, se
necessário for.

Ele disse também que o Estado dispõe de laboratórios para a
realização de exames convencionais e que uma servidora do Laboratório
Central (Lacen) está recebendo treinamento no Laboratório Evandro Chagas
em Belém (PA), para que os exames mais complexos sejam realizados
também no Estado. “Assim ganhamos tempo no diagnóstico e tratamento”,
disse ao responder um questionamento sobre os riscos na região de
fronteira com a Bolívia, afirmando que “os bolivianos estão com mais
medo de nós do que nós deles”.

Máximo informou que tem mantido importantes reuniões com autoridades
de saúde do Interior e da Capital, de modo a deixar alinhadas as ações
de cada um. Segundo ele, qualquer anormalidade que sugere a doença, a
primeira providência é o isolamento domiciliar, e ante a constatação da
sintomatologia, o paciente deve buscar a orientação do CIEV/Agevisa pelo
0800-647-1010 (Capital) e 0800-642-5398 (Interior).

IGREJAS SUSPENDEM REUNIÕES

Máximo falou também da importância das entidades de massa (igrejas e
outras) que estão envolvidas no trabalho de orientação e estão evitando
as atividades que impliquem em reuniões com grande número de pessoas,
para não propagar a doença. Há entidades, por exemplo, que suspendeu até
30 de abril todas as suas atividades (reuniões físicas) em todo o mundo
e no Brasil, e está realizando suas reuniões de modo virtual, onde quem
preferir pode assistir em casa toda sua programação, medida que
certamente já está sendo ou será adotada por outras entidades religiosas
e profissionais.

NÚMEROS DE RONDÔNIA

O secretário foi enfático ao afirmar que não há em todo estado de
Rondônia nenhum caso confirmado do Covid-19 (coronavírus), mas o Governo
não baixou a guarda da vigilância por isso.

De acordo com os dados tabulados pela Agevisa, ao todo são 36 casos
notificados e registrados, com 24 suspeitos. Desses 13 são de Porto
Velho, 8 (oito) de Ariquemes, 2 (dois) de Vilhena e 1 (um) de Ji-Paraná,
todos com isolamento domiciliar e sob monitoramento das autoridades de
saúde. Segundo o secretário Fernando Máximo esses números são flexíveis,
podendo aumentar ou diminuir, a depender do aparecimento de novos casos
suspeitos e dos que vão sendo descartados.

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