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Colunas O Dia na História Rondônia

HISTÓRIAS DO MEU BAÚ – “BOLAS FORAS” DE AUTORIDADES (III)

2 minutos de leitura

D. João e Teixeirão, vítimas dos “aspones”

Os “aspones” (*) andam às alturas em torno de qualquer autoridade e até o bom bispo dom João Batista Costa teria sido vítima de “línguas viperinas”, conforme pessoas próximas ao nosso diocesano pároco, tudo porque chegou um bispo-coadjutor, dom Antonio Sarto, isso no início da década de 1970 e como ocorre naturalmente, até pela aproximação que fazem os recebedores quanto o chegante, e o velho bispo sentiu o que estava acontecendo. A história que ouvi, de vários narradores.

Dom João, bispo de Porto Velho durante mais de 40 anos

Pois bem: um dia dom João, que passou a ser menos procurado do que a “novidade”, parece ter-se incomodado, e reclamou, quem narrou não disse se numa Missa ou em outra atividade. Batendo no bolso da velha e bem surrada batina negra, teria dito “É, agora todo o mundo quer saber do novo bispo e esquecem do velho bispo, mas a chave do cofre está mesmo é no meu bolso.”
Depois desse introito, como costuma ensinar o jornalista Carlinhos Araújo, vamos ao governador Jorge Teixeira (1979/1985). Mas antes deixa eu apresentar, a quem não conhece, outro personagem, o capixaba Valdemar Camata, então na Rádio Alvorada (Ji-Paraná), a voz mais ouvida, e temida, no radiojornalismo da BR-364.

Waldemar Camata: há muitos anosa voz mais ouvida do radiojornalismo em Ji-Paraná

Respeitado até pelos seus maiores adversários, um dia, ao meio-dia, Camata soube que o governador Teixeira estava p… da vida com ele, e o próprio telefonou reclamando de um comentário feito durante o programa de alguns dias passados. Camata convidou o governador a ir a Ji-Paraná e reclamar no ar. Atrás da “Alvorada” tinha uma área bem grande. Uns dois dias depois mal o Camata “entrou no ar” e ouviu barulho de helicóptero em cima da emissora. Em seguida um burburinho e o governador empurrou a porta do estúdio.
– Boa tarde governador. Antes do senhor falar ouça a fita.
Teixeira ouviu e ao final foi ao microfone, dizendo que tinha sido enganado, que na fita não tinha nada contra ele ou o governo. Pediu desculpas e foi embora.
(*) Assessor e p…. nenhuma – antigamente eram chamados “puxa-sacos”

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