Lucio Albuquerque
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Dia 4 deste mês escrevi a coluna “Heródoto estava certo” (VI), mas há algumas coisas a mais para falar do governador Marques Henriques, e do seu primeiro governo (1969/72), quando Rondônia enfrentou a primeira onda migratória pela BR-364, e o Território não tinha estrutura mínima para dar atenção àquele grupo, ainda mais porque em 1971 milhares de garimpeiros foram atingidos pela portaria que mandava serem eles retirados da zona minerária.
Naquele tempo o Território resumia-se a dois municípios, Porto Velho – cujas terras iam até Vilhena, e Guajará-Mirim abrangendo toda fronteira brasileira com a Bolívia. Mas foi naquele período que Marques Henriques extinguiu o Salft – Serviço de Abastecimento de Água, Luz e Força do Território, desdobrando o órgão em dois, a Centrais Elétricas de RO, Ceron, e a Companhia de Águas e Esgotos de RO, Caerd.
Se alguém lembrar que em Porto Velho desde a década de 1920, já havia luz elétrica, isso era apenas em alguns pequenos trechos do centro, geração da Madeira-Mamoré, o que era insuficiente para as exigências da população. O serviço era precário, com fornecimento máximo de cinco horas, à noite, e interrupções constantes.
Marques Henriques conseguiu junto ao Ministério das Minas e Energia a vinda a Porto Velho do engenheiro Olavo Vieira (*), para prospectar um local onde pudesse ser proposta a construção de uma hidrelétrica. Olavo era um engenheiro de renome internacional e sugeriu a região da cachoeira do Samuel, onde em 1982 foi iniciada a construção da primeira hidro rondoniense.
Ainda em 1971 Marques Henriques adquiriu um prédio em Belém para abrigar o contingente de estudantes rondonienses, que iam fazer curso superior naquela cidade, e comprou um casarão onde foi instalada a “Casa do Estudante Universitário de Rondônia – Ceur”, o que permitiu a muitos jovens, cujas famílias não podiam bancar uma estada prolongada, fazerem seus cursos.
(*) Sandra Castiel em TV Cultura de Porto Velho, Canal 11
“Casa do Estudante Universitário de Rondônia – prédio menor
Sem morar na Ceur, o estudante de Medicina Samuel Castiel presidiu as duas primeiras eleições da diretoria













