Rondônia, 17 de julho de 2024 – 05:38
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17 de julho de 2024 – 05:38

Moro e bancada lavajatista darão mais ênfase ao tema da corrupção se Lula for eleito, diz cientista político

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Em entrevista ao site da Jovem Pan, Rui Tavares Maluf fez projeções sobre a atuação do nomes ligados à Operação Lava Jato eleitos para o

Sergio Moro foi eleito senador no Paraná e declarou a apoio a reeleição de Bolsonaro no segundo turno

 

Sergio Moro foi o principal personagem da Operação Lava Jato, que prendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca um terceiro mandato presidencial nas eleições 2022. No domingo, 2, o ex-juiz foi eleito senador pelo Paraná, em disputa polarizada com o atual senador Alvaro Dias (Podemos). Além dele, um outro personagem da força-tarefa se elegeu: o ex-procurador Deltan Dallagnol foi o candidato a deputado federal mais votado pelos paranaenses e ocupará uma vaga na Câmara dos Deputados. Quem também garantiu uma vaga na bancada lavajatista foi a advogada, Rosangela Moro, esposa do ex-magistrado, eleita deputada federal por São Paulo. A eleição destes quadros levanta algumas questões: como atuarão no Parlamento em uma eventual vitória de Lula? Qual será a postura dos lavajatistas em caso de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL)? Pelo Twitter, Rosangela deu uma dica de como pretende atuar no Congresso Nacional. “Esta é a primeira bancada anticorrupção tomando forma”, escreveu.

Para o docente da FESPSP, não será surpresa se, em um eventual segundo mandato de Bolsonaro, Deltan Dallagnol for convidado para integrar o governo. “O Deltan não foi ministro do Bolsonaro. Poderíamos nos perguntar a que ponto ele estaria disposto a integrar um ministério. No segundo mandato, Bolsonaro estaria mais à vontade para implementar algo sem depender tanto da sua base mais radical”, avalia Tavares Maluf. O futuro de Rosângela Moro, para o cientista político, é uma incógnita. “Não consigo definir o perfil dela em termos de articulação. Podemos imaginar: se o Tarcísio vencer a eleição em São Paulo, ela integraria a equipe dele? Seu secretariado será técnico. Isso seria mais vantajoso para ela? Em Brasília, [sua atuação dependeria] dependeria da eleição entre Lula ou Bolsonaro. A questão familiar também entra nisso. Em Brasília, estaria mais próxima de Moro. Ela também poderia ganhar uma notabilidade maior se conseguir sensibilizar o eleitorado feminino”, pondera.

(Por Thiago Caetano/Jovem Pan)

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