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Rondônia

Operação Sem Desconto: Prisões e desdobramentos no esquema de fraudes no INSS

2 minutos de leitura

A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) em abril de 2025, revelou um esquema criminoso que desviou recursos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio de descontos irregulares em seus benefícios. Até setembro de 2025, a operação resultou na prisão de pelo menos 10 pessoas, incluindo empresários e servidores públicos envolvidos no esquema.

Principais Detidos

Antônio Carlos Camilo Antunes: Conhecido como “Careca do INSS”, Antunes é apontado como o principal operador do esquema. Empresário com 22 empresas registradas, ele teria movimentado cerca de R$ 53,5 milhões entre 2019 e 2024, repassando valores a servidores públicos e empresas ligadas ao INSS.

Maurício Camisotti: Empresário do setor de seguros e planos de saúde, Camisotti é suspeito de atuar na lavagem de dinheiro proveniente da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), entidade que arrecadou R$ 178 milhões com descontos indevidos entre 2019 e 2024.

Policial Federal Philipe Roters Coutinho: Preso em flagrante durante a operação, Coutinho foi encontrado com US$ 200 mil em dinheiro vivo.

Servidores Públicos Afastados: Cinco executivos do INSS foram afastados por envolvimento no esquema de fraudes, incluindo Alessandro Stefanutto (ex-presidente), Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho (ex-procurador-geral), André Paulo Feliz Fidelis (ex-diretor de Benefícios), Geovani Batista Spiecker (ex-diretor substituto) e Jucimar Fonseca da Silva (ex-coordenador-geral de pagamento de benefícios).

Desdobramentos e Impacto

A operação revelou que entidades associativas e sindicatos atuaram como intermediários no esquema, realizando descontos não autorizados nos benefícios previdenciários. Estima-se que o prejuízo causado tenha sido de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, afetando aproximadamente 4,1 milhões de beneficiários.

Além das prisões, a PF apreendeu bens de luxo, incluindo veículos, relógios e obras de arte, e bloqueou bens de empresas suspeitas de atuar como fachada no esquema. A operação também levou ao afastamento de servidores do INSS e à abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional para investigar o caso.

As investigações continuam, com foco na identificação de outros envolvidos e na recuperação dos valores desviados.

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