Cacoal/RO, 18 de junho de 2024 – 10:24
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18 de junho de 2024 – 10:24

PAPUDISKINA Coronavírus: Não passou, mas vai passar, ou não passará? Eis a questão!

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PAPUDISKINA
Coluna do jornalista Daniel Oliveira da Paixão

O coronavírus, que começou a impactar a vida dos chineses a partir de dezembro de 2019, completa um ano e ainda não sabemos tudo sobre ele e nem temos certeza de que será possível detê-lo um dia. Em muitos países, vimos que as contaminações diminuíram após seis ou sete meses, mas com algum tempo, o nível volta a acelerar. Alguns dizem que é uma segunda onda, mas a verdade é que, com a redução de casos, a população tende a afrouxar os cuidados, volta a se expor mais e o vírus volta a circular com mais intensidade. Então, é difícil saber se esses aumentos aqui em Cacoal e no Brasil, representam de fato uma segunda onda ou apenas consequência do descuido geral decorrente da falsa sensação de que o pior havia passado.

Logo que a doença deixou a cidade de Wuhan, na China, e se alastrou pelo mundo, o temor da morte tomou conta da população mundial. As pessoas entraram em pânico. Aqui no Brasil, algumas emissoras brasileiras fizeram da doença suas manchetes principais. A TV Globo, inclusive, foi muitas vezes acusada de espalhar o medo entre a população.  Escolas fecharam as portas. Várias cidades declararam aquilo que se convencionou chamar “lockdown”, em um empréstimo de uma palavra inglesa quando já tínhamos palavra suficiente para traduzir o termo, mas a busca por algo mais forte, em meio ao pânico, levou a nossa imprensa e até aos órgãos de governo a renunciarem ao vernáculo.

As mortes que passavam de 1.300 casos por dia em julho e agosto, de repente caíram para uma média de 600 a 700, uma redução de aproximadamente 50%. Com a sensação de declínio na onda de contaminações, a população se expôs mais ao vírus. Durante a campanha política, os eventos dos candidatos eram realizados sem qualquer cuidado. Nas reuniões, poucas pessoas realmente usavam máscaras e muitas apenas a usavam “embaixo do queixo”.

VACINAÇÃO

Desde os primeiros dias da pandemia, vários laboratórios iniciaram uma corrida para a fabricação de uma vacina capaz de imunizar a população mundial contra o vírus. O problema é que a propagação do coronavírus foi muito rápida e, em geral, a fabricação de vacinas demora até dois anos para ser testada antes de finalmente se aprovada, fabricada em larga escala e distribuída para que os órgãos de saúde de todo o mundo possam imunizar as populações de cada país.

Outra questão importante a se saber, para se ter certeza de que a vacinação em massa produzirá ou não a imunidade de toda a população, é se uma pessoa que contrai a doença uma vez fica imunizada. Se alguém infectado pode se infectar novamente, então a vacina perde sentido.

A crise sanitária global obrigou aos laboratórios e aos governos a afrouxarem as regras e a produzirem vacinas em tempos recordes. O primeiro país a anunciar o desenvolvimento de uma vacina foi a própria China, onde a doença se originou, e logo depois veio o anúncio de outros laboratórios da Rússia, Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos que também lançaram suas próprias vacinas.

Neste mês de dezembro, no “aniversário de um ano do coronavírus”, alguns países já começaram a imunizar os seus cidadãos. No Brasil, espera-se que as primeiras pessoas sejam vacinadas agora em janeiro ou fevereiro, mas estamos diante de um debate perverso daqueles que querem dar aos cidadãos o direito de escolha e os que querem que a vacinação seja obrigatória.

Para piorar, os laboratórios falam que a taxa de efetividade da vacina varia entre 62% a 90%, o que nos faz supor que a vacinação pode não conter a propagação do vírus. Há também um outro problema que é a logística da distribuição do imunizante, os recursos para adquiri-la e a aprovação da Anvisa. Há quem queira afrouxar as regras e até quem queira recorrer ao Supremo Federal para que os Ministros decidam se a imunização pode se iniciar mesmo sem a aprovação dessa agência reguladora. Judicializarum assunto de natureza científica sempre foi um problema. Juízes e ministros do Supremo não são cientistas e não entendem nada sobre questões técnicas sobre vacinação. Enfim, estamos diante de uma emergência e algo precisa ser feito para conter o vírus, mas se faz necessário um mínimo de segurança.

Que Deus nos ajude e que 2021 nos traga uma luz ao fim desse túnel escuro e de tantas incertezas. O que podemos assegurar, no entanto, é que a vida precisa continuar. Se a vacinação em massa oferece uma chance de contenção do vírus para que o coronavírus se torne apenas uma gripezinha, então, ela é bem vinda.

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