Cacoal/RO, 1 de março de 2024 – 13:36
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1 de março de 2024 – 13:36

CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES – A ONU SERVE PRA QUÊ?

CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES
A ONU SERVE PRA QUÊ?

Fui consultar e vi que “A ONU (Organização das Nações Unidas) é uma
organização intergovernamental que tem como principais objetivos a
manutenção da paz e a garantia da segurança internacional”.
Na verdade, sucedeu a Liga das Nações, criada logo após a Primeira
Guerra Mundial e que teve o seu fim, em face do seu fracasso como entidade
que deveria pavimentar a paz no planeta, surgindo a ONU, enfim, nascida a
partir de um “contexto de devastação que marcou o pós-Segunda Grande
Guerra Mundial, quando, uma das maiores vergonhas – o holocausto – sob o
patrocínio do ensandecido Hitler, distribuiu à mancheia brutalidade,
bestialidade e barbárie, enfim, uma infinidade de crimes contra a humanidade.
Em razão do que surgiria a ONU, segundo consta como seu objetivo
primaz manter a paz entre as nações, garantindo, ainda a segurança da
população dos seus países-membros.
Objetivando o cumprimento de sua função prioritária, a ONU se move
através de princípios básicos que eleva como postulado a igualdade soberana
de todos os seus membros, a igualdade entre os povos e funda como
mandamentos derivados o cumprimento da justiça e das leis internacionais,
mediando conflitos étnicos e territoriais, além de outros assuntos não
menos importantes.
Essa ONU procura gerenciar a necessidade que seus membros têm ao
agenciar ações eficazes em favor da sustentabilidade, contra o aquecimento
global, mudanças climáticas, garantindo os direitos humanos universais, o
apoio humanitário de países em conflito ou atingidos por desastres naturais. E
pugna para erradicar a pobreza, o cumprimento de leis internacionais, cuidando
para minorar o sofrimento das populações de refugiados.
Ocorre que, desvalorizada, desprestigiada pelos países líderes, que se
auto intitularam como membros permanentes, aprovando seus próprios
poderes (EUA, GRÃ BRETANHA, IRLANDA DO NORTE, FRANÇA, CHINA,
RÚSSIA) – posto serem aqueles mesmos que se sagraram vencedores na
Segunda Guerra Mundial: principalmente – pergunta-se que tipo de paz ela
consegue distribuir? Os EUA invadiram o Iraque e mataram o Sadam Hussein,
após o onze de setembro de 2001. Depois, omissos que foram esses
americanos, retirando o apoio ao antes apaniguado Kadafi, deixaram-no morrer
à mingua.
A Rússia agora mesmo invadiu a Ucrânia, tomou-lhe parte de sua
geografia, derrubou prédios, levou mortes, angústias e sofrimentos a uma
população ordeira e trabalhadora.
Há cerca de pouco menos de 45 dias, um grupo de sanguinários atacou
e matou mais de 1.200 homens, mulheres e crianças viventes em Israel, numa

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surpresa tamanha que deixou quase sem ação um exército entre os mais bem
informados do mundo, obrigando o povo judeu a uma reação tão violenta,
capaz de aniquilar temporariamente os radicais extremistas do Hamas.
E mais mortes foram dando a dimensão enorme a uma tragédia em que
mais de 11.000 pessoas foram exterminadas no lado palestino, traduzindo um
ódio, um rancor jamais visto no pouco tempo dessa estéril luta.
E a ONU, sem força moral não consegue nem uma trégua sequer tão
solicitada porque lhe faltam carisma, poder de persuasão, força política, enfim
voz altiva.
Com seus 193 países-membros a morte é a receita que se observa nas
ações do Hamas (antes o Estado islâmico decepava cabeças e mutilava
corpos) e agora age com violência contra o povo israelita, nação agredida por
essa facção terrorista..
O que se sabe é que a ONU é fraca, porquanto quem dita as regras são
EUA, CHINA, RÚSSIA, FRANÇA, etc, através de um famigerado poder de veto
que agride a lógica, o bom senso e os direitos de maioria dos seus integrantes.
Num verdadeiro contra-senso funciona a força de uma “mínima” minoria que
violenta os princípios, a doutrina e os mandamentos filosóficos da democracia.
Como manter a paz internacional?
E a paz ansiada jamais chegará… porque a ONU é uma quase
OITENTONA que nasceu curvada aos países poderosos, caminha lento e se
acha enferrujada, mascarada, corrompida pelo dinheiro que arrecada, com
uma estrutura viciada, modorrenta, incapaz de reagir a uma depressão crônica
que a aniquila e amaldiçoa.
Aliás, uma nova pergunta não deseja calar: o que a ONU tem feito para
criar os meios para incluir os povos africanos em desalento? Afinal, a África
pobre vive de raízes, quando poderia ser estimulada a plantar arroz, milho,
mandioca, legumes, criando cabras e vacas, enfim, gerando alimento para os
próprios e excedentes para as nações dependentes de comida.
Com uma estrutura ultrapassada é constituída de seis órgãos, conselhos
e cortes. Lá criam os modelitos dizendo-se progressista e inovadora de novos
comportamentos, muitos dos quais agridem a essência Bíblica,
Será?
Particularmente sou a favor da eliminação das múltiplas formas de
preconceito e discriminação. Estigmatizar, agir com violência, assassinar
travestis e transexuais reflete ignorância, sadismo, enfim, uma crueldade
impossível de aceitar e assimilar.
Pois bem, a ONU tem agido para proteger esses cidadãos, o que
enalteço. Mas, mudar e orientar mudanças nos currículos escolares, em que se

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discriminam as orientações religiosas, pedagógicas quando deveremos elevar
hinos à família, e aos bons costumes!
O certo é que, no surgimento de um conflito geopolítico ou de natureza
bélica, em busca de uma paz a ONU não controla nenhuma situação, porque
essa infeliz organização não tem talento para neutralizar as tensões nem para
transformar uma conflagração em serenidade, equilíbrio e tranquilidade
inclusive não tem pendores para combater o terrorismo.
Na verdade aonde consegue atuar, reconheço, com alguma
desenvoltura é no apoio às adversidades climáticas em favor de nações
atingidas por maremoto, terremotos, inundações, etc.
No mais, não funciona, não atua, porque carece de força, de poder e
nenhum país ganancioso a respeita e, muito menos, à ela se submete.
Melhor seria se ela pedisse para sair de mansinho do universo
planetário, com economia aos seus patrocinadores!

Autor: Paulo Saldanha, escritor

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