Exportadores brasileiros de café estão céticos quanto à possibilidade de o produto ter tarifa zero nas exportações para os Estados Unidos, apesar de sinalizações de flexibilização para itens não produzidos em solo americano. Atualmente, o café brasileiro é taxado em 10%, com risco de sobretaxa de até 50%.
Apesar de negociações em andamento, não há expectativa concreta de isenção tarifária. O Brasil é o principal fornecedor de café para os EUA, respondendo por 34% do mercado, o que dificulta uma substituição no curto prazo.
Mesmo com queda no volume embarcado na safra 2024/25, a receita com exportações de café atingiu recorde, superando US$ 14,7 bilhões, impulsionada pelo câmbio e pelos preços internacionais. O produto segue relevante na balança comercial, com destaque nas exportações agropecuárias.
O governo brasileiro tenta reverter as tarifas por via diplomática, mas avalia medidas alternativas diante da falta de sinalização clara dos EUA.
Redação

