Cacoal/RO, 1 de março de 2024 – 13:53
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1 de março de 2024 – 13:53

57 mil toneladas de CO2 deixam de poluir ar de Rondônia

Construção de subestação de energia integra quatro municípios ao Sistema Interligado Nacional e permite desligamento de mais duas usinas de geração de energia a óleo

Torres De Energia Sao Francisco Do Guapore Energisa Rondonia
Torres de energia em São Francisco do Guaporé/Energisa

57 mil toneladas de CO2 ao ano deixam de poluir o ar de Rondônia. Esse é o resultado esperado pela Energisa com a desativação de mais duas usinas térmicas a óleo diesel, em São Francisco e Costa Marques, esta última ocorrida nesta quinta-feira (17). As duas se somam as UTEs de Alvorada do Oeste, desativada em abril, e do distrito de Triunfo, que teve a operação encerrada no fim de 2018, quando a empresa assumiu a concessão. O coordenador de Meio Ambiente da concessionária, Luzay Lopo, explica que as usinas térmicas utilizam óleo diesel para gerar eletricidade. Com a queima do combustível são emitidos gases tóxicos que contribuem para o efeito estufa. “Desde que a Energisa chegou em Rondônia temos avançado para uma matriz energética mais limpa, oriunda de fontes renováveis com o de hidrelétricas”, declarou.

Subestacao De Sao Francisco Do Guapore Energisa Rondonia
Subestação de São Francisco do Guaporé

As quatros usinas térmicas juntas queimavam mais de 21 milhões de litros de óleo diesel anualmente. Além da emissão de gases para atmosfera, a utilização de combustível fóssil gera risco de acidentes durante o transporte e armazenagem que é feita em tanques. “Após a desativação, o Produtor Independente de Energia realiza a limpeza e descontaminação de terrenos seguindo os protocolos. Temos um plano de gestão ambiental que abarca todas as etapas da operação, inclusive a conclusão”, explica o coordenador da Energisa, lembrando que as novas subestações já foram planejadas com todas as medidas de segurança.

Subestacao De Costa Marques Energisa
Subestação de Costa Marques

O diretor técnico da Energisa, Fabrício Sampaio, explica que o plano de investimentos do Grupo Energisa no estado de Rondônia está alinhado às diretrizes da Rede Brasil do Pacto Global, iniciativa da Nações Unidas (ONU), para a promoção do crescimento sustentável e da cidadania. “O desligamento das térmicas é uma consequência natural, já que a integração com o Sistema Interligado Nacional (SIN) é essencial para atingir esse objetivo e a matriz energética brasileira prioriza as fontes de energia renováveis”, afirmou Sampaio.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, atualmente 83% da energia elétrica do país é gerada por fontes renováveis (hidráulica, solar e eólica), e 17 % fontes não renováveis (fóssil e nuclear) A geração térmica pode ser de várias fontes, como óleo diesel, gás, nuclear, e tem um papel na matriz energética fundamental, para dar equilíbrio. “Mas nunca será a fonte prioritária nem a única. É importante haver várias fontes para garantir a segurança energética, mas o aspecto ambiental e os custos são fatores importantes na escolha das soluções”, explica o diretor.

Até o final de 2022, cerca de 200 mil toneladas de CO2 ao ano deixarão de ser lançadas na atmosfera com a desativação de 16 térmicas a diesel, após a construção de novos empreendimentos pela Energisa no estado.

(Fonte: Tamiris Barcellos Ribeiro Garcia/Imprensa/Energisa)

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